Jadis - É verdade!
Milho transgênico ameaça lavouras gaúchas

A plantação de milho transgênico no Rio Grande do Sul está avançando. De acordo com dados da Associação Brasileira de Sementes e Mudas, o milho geneticamente modificado será responsável por 40% da safra brasileira de grãos em 2009/10. No estado, a Associação dos Produtores e Comerciantes de Sementes e Mudas do Rio Grande do Sul (Apassul), estima que o uso de milho transgênico pode atingir 40% dos hectares do grão.

Bianca Costa

Entretanto, um dos integrantes do Movimento dos Pequenos Agricultores do estado, Marciano Toledo, afirma que o milho geneticamente modificado não traz nenhum benefício para a saúde humana. Ao contrário, para ele, somente as empresas que desenvolvem esse tipo de tecnologia podem ter algum benefício com a comercialização de transgênicos. No caso do milho, a contaminação de lavouras preocupa os agricultores que plantam as sementes tradicionais.Conforme Marciano Toledo, uma vez contaminada, a lavoura está perdida.

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Deputados favoráveis à CPI do MST receberam doações da Cutrale

Quatro deputados federais que assinaram o requerimento favorável à criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) contra o MST receberam doações da Sucocítrico Cutrale, empresa que monopoliza o mercado de laranja do Brasil e acumula denúncias na Justiça.

De acordo com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a fazenda da Cutrale ocupada neste mês por trabalhadores rurais Sem Terra em Iaras (SP), é uma área pública grilada.

Arnaldo Madeira (PSDB/SP) recebeu, em setembro de 2006, R$ 50.000,00 em doações da empresa. Carlos Henrique Focesi Sampaio, também do PSDB paulista, e Jutahy Magalhães Júnior (PSDB/BA), obtiveram cada um R$ 25.000,00 para suas respectivas campanhas. Nelson Marquezelli (PTB/SP) foi beneficiado com R$ 40.000,00 no mesmo período.

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Cutrale, símbolo do agronegócio internacionalizado

Empresa representa o processo de concentração de terras, produção e capital ensejado pelo modelo de subordinação da agricultura brasileira aos interesses do capital internacional - Ariovaldo Umbelino.

O EPISÓDIO DA ocupação pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) de uma das fazendas “invadidas” pela empresa Cutrale, de terras públicas da União na região de Iaras (SP), suscitou todo tipo de especulações na imprensa e, sobretudo, motivou os parlamentares ruralistas a pedirem uma nova CPI do MST e da reforma agrária.

Sobre o caso, ficou evidente a manipulação da mídia ao veicular a cena da derrubada de pés de laranja pelas famílias. Reprisado insistentemente em todos os programas, por todos os canais de televisão, foi o suficiente para demonizar todas aquelas pobres famílias que estão há mais de cinco anos debaixo de lonas pretas esperando o direito de trabalhar na terra.

Vandalismo!

A chamada “grande” imprensa não quis continuar pesquisando as outras denúncias de depredação de máquinas e “roubos” de casas de empregados, pois ficou evidente o circo armado pelo serviço de inteligência

da Polícia Militar (PM), em conluio com a empresa, para criar um clima desfavorável às famílias. Logo, todas as autoridades, colunistas, políticos e assemelhados foram para a mídia esbravejar: vandalismo, vandalismo! Sem pensar e se perguntar quem teria feito de fato aquilo.

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Frente única para despoluir a esquerda

A esquerda socialista brasileira está vivendo em um ambiente hostil. Envenenado pela confusão promovida pelo governo Lula, mas também por nossas próprias fraquezas. A resposta para situações como essas costuma ser a tática da frente única. Mas, há quem defenda esse tipo de tática apenas para poluir ainda mais nosso meio.


O segundo governo Lula deve começar ainda mais conservador que o primeiro. Afinal, f
oram feitos vários acordos em busca da reeleição. O mais simbólico foi o que permitiu a adesão de Blairo Maggi, governador do Mato Grosso, estado campeão nacional em desmatamento e mundial em queimadas. Mas há outros apoios sintomáticos, como os de Delfim Neto, Maluf, Dornelles, Collor de Mello, família Sarney, Jader Barbalho, Geddel Vieira, entre outros. Para pi orar o quadro, o Congresso eleito tem um perfil ainda mais conservador. A pressão por medidas conservadoras vai subir. A perspectiva de o próximo governo depender da bancada do PMDB é sombria para quem luta por transformações sociais.

 

Por outro lado, o fenômeno que atinge os setores populares sob governos que apóiam é bastante conhecido. Trata-se da constante tensão entre pressionar para ver suas reivindicações atendidas e temer que pressão em demasia acabe enfraquecendo o governo que apóiam. Entre uma e outra atitude a maior tendência é haver mais confusão e paralisia política. E diante disso, a burguesia não ficará parada. Vai tentar atacar ainda mais direitos e conquistas, contando com grande ajuda do governo petista.

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