Jadis - É verdade!
Coordenação dos Quilombolas é criada em encontro no litoral de SP

Os principais problemas das comunidades quilombolas do Brasil se relacionam à posse de suas terras ancestrais. No Estado de São Paulo, essa situação não é diferente. Grande parte das mais de oitenta comunidades paulistas enfrentam conflitos com grileiros e fazendeiros, sofrem com a construção de grandes empreendimentos em suas terras, convivem com ameaças constantes de despejo do território que, em muitos casos, já ocupam há mais de um século. Além disso, também vivem em condições socioeconômicas precárias e têm grandes dificuldades de efetivar seus direitos básicos de saúde, educação e moradia, entre outros.

Para mobilizar as comunidades no Estado, organizar suas reivindicações e fazer a interlocução entre essas populações tradicionais e o poder público, foi criada a Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas de São Paulo, durante o encontro “Quilombos do Brasil – Reconhecimento, Regularização e Titulação”, realizado de 2 a 4 de dezembro, na comunidade de Caçandoca, em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo.

“O desafio e o papel da coordenação é saber ouvir essas comunidades e conseguir passar para o governo um plano de ação de forma organizada. Se as comunidades não se organizarem, não se fizerem representar, por maior que seja a vontade do governo de reconhecimento das terras, essa luta poder ser infinita. Tem uma parte que cabe a nós”, afirma Carlos Alberto Sampaio, da comunidade de Capivari, próxima a Campinas. Segundo ele, os quilombolas precisam ganhar respeito diante dos órgãos públicos, levan tar informações sobre suas comunidades para que o governo possa trabalhar políticas públicas, e começar a construir um caminho de desenvolvimento.

Leia mais...
 
O Brasil é um país negro. Para alguns, essa ainda é uma verdade inconveniente

Confederação do Comércio vai ao STF para cassar feriados de 23 de abril e 20 de novembro

Por Fátima Lacerda, da Agência Petroleira de de Notícias (www.apn.org.br)

 

Um dos mais populares santos do Brasil é também um dos mais polêmicos: São Jorge, também cultuado, na Umbanda e no Candomblé, no Rio de Janeiro, como Ogum. Pois o feriado dedicado ao santo guerreiro - dos católicos, dos umbandistas e dos seguidores do candomblé - agora está sendo questionado no Supremo Tribunal Federal (STF) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Mas a Confederação não parou em São Jorge. Também está questionando o feriado estadual de 20 de novembro, em homenagem ao Dia Nacional da Consciência Negra, na data de morte do herói do Quilombo dos Palmares, Zumbi.

 

Leia mais...
 
Gays, Lésbicas e o Socialismo

As paradas do “orgulho gay” vêm se consolidando como um evento político importante em todos os cantos do mundo. São manifestações que tiveram início há 30 anos, como atos de afirmação da sexualidade gay e lésbica, chamando a atenção para um tema que ainda é considerado tabu e tratado com desprezo e preconceito. Além das “Paradas do Orgulho Gay”, a realização de outros tipos de manifestação, a realização de campanhas tem sido importantes na luta contra a homofobia. Cada vez mais pessoas deixam de ver a homossexualidade como uma “aberração” ou “doença”, e leis que reconhecem a união entre pessoas do mesmo sexo têm se tornado cada vez mais comuns. Apesar disso, as conquistas ainda representam pouquíssimo diante dos graves problemas que gays, lésbicas, bissexuais e travestis enfrentam:, expondo-se cotidianamente não só a atitudes preconceituosas, chacotas, perseguições e discriminação, mas à violência física e repressão policial.

 

Leia mais...
 
Zumbi caçador de negro

A proposta de existência de escravidão em Palmares foi apresentada enfaticamente pela grande mídia quando das celebrações do terceiro centenário da destruição da Confederação e morte de seu último dirigente, em 1995. Seus objetivos eram encontrar gancho para a abordagem do transcurso e dessacralizar o sucesso referencial do movimento negro e do mundo do trabalho, naturalizando a opressão através da idéia de que os oprimidos também oprimem, logo e quando podem.

Em 1995, a discussão sobre a escravidão palmarina gorou apenas devido ao sucesso midiático do bate-boca sobre a eventual homossexualidade de Zumbi. Desde então, a afirmação retorna intermitentemente na mídia e em estudos historiográficos, sem que documentação histórica probatória seja apresentada. Continuamos a contar somente com frágeis referências a cativos que, libertados à força pelos palmarinos, adquiririam a plena cidadania apenas após recrutarem outros cativos para os quilombos.

Contribui igualmente para essa despropositada afirmação a frouxidão conceitual e epistemológica atual das ciências sociais, devido à quase geral renúncia à idéia do passado como fenômeno objetivo capaz de ser reconstituído essencialmente pela ciência histórica. A historiografia tem sido reduzida à mera reconstituição literária do ocorrido, e o passado à realidade maleável segundo os interesses do presente.

Leia mais...
 
«InícioAnterior123456PróximoFim»

Página 3 de 6
 

Enquete

O que você acha das olimpíadas no Brasil?
 
Home